Mudamos definitivamente

João Carlos Caribé | Tá falado | Quarta, 20 de Fevereiro de 2008

Mudamos definitivamente para o novo Blog Entropia, agora com dominio proprio. Não mais atualizarei este blog, se você acompanha o entropia, atualize seus links e feeds:

Ação social da Blogosfera Carioca

João Carlos Caribé | Tá falado, Comportamento, Cibercultura, Ativismo | Terça, 18 de Dezembro de 2007

Este blog mudou, agora este post Ação social da blogosfera carioca pode ser lido no Entropia.

Acao Social RJ - Logo da Ação Social RJ

Desde o inicio do mês, está em curso um movimento para uma ação social da blogosfera, uma excelente iniciativa. Iniciativa alias que foi do GraveHeart que lançou a idéia no Twitter e no seu Blog. Animado pelas possibilidades de mobilização que a rede humana formada pelos blogs tem, ele propôs que blogueiros iniciassem movimentos sociais em suas cidades.

Opiumseed iniciou a chamada para a ala Carioca da ação e se tornou involutariamente o embaixador da causa no Rio de Janeiro. A instituição eleita para inaugurar o projeto foi o Instituto Imaculada Conceição em São Gonçalo que acolhe 30 crianças de 7 à 12 anos indicadas pelo conselho tutelar.

No dia 15 de dezembro, Opiumseed, Maffalda e Paulo Coimbra estiveram no Institudo para uma visita preliminar, a ideia seria entregar os kits dentais que a Sanifill doou, mas somente ontem eles chegram ao Rio, e estão a disposição no escritório Carioca da Empresa, e serão encaminhados à instituição na próxima oportunidade.

Todo o desenrolar da ação pode ser acompanhada pelo blog do Opiumseed, pelo HashTags e TerraMinds. Em São Paulo acompanhe pelo blog da Menina que joga.

Quem esta participando:

Um post por Burma

João Carlos Caribé | Tá falado, Ativismo | Quinta, 4 de Outubro de 2007

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VII Gamacom

João Carlos Caribé | Tá falado, Marketing Emergente, Propaganda Emergente, Comportamento, Cibercultura | Sexta, 21 de Setembro de 2007

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Há oito aos que a Universidade Gama Filho não realizava o GAMACOM, o tradicional encontro de Comunicação Social da instituição. Tive a honra de ser convidado para participar de um dos painéis do encerramento que tratava do tema “Convergência e Interatividade“. O painel foi mediado pelo profesor Christiano Henrique dos Santos, sub coordenador do curso no Campus Downtown. Junto comigo na mesa estavam Laís Pimentel (Gerente de Conteúdo do Portal G1) e Aydano André Motta (Jornalista e Redator Especializado da Coluna do Ancelmo Gois).

Laís Pimentel foi a primeira a falar e relatou sua experiência no RJ TV, no portal G1 e na BBC em Londres. Laís com sua eloquência e simpatia falou com bom humor da sua experiência em trabalhar na BBC, e os incríveis protocolos a serem seguidos quanto o assunto é a Realeza Britânica. Segundo Laís, as rádios Inglesas, além da ótima qualidade são bem diversificadas, atendendo a nichos bem específicos. Será o cauda longa das radios ? (grifo meu).

Da sua experiência no G1, que foi criado para “furar” a Globo News, Lais chamou a atenção para a velocidade com que a matéria precisa ser públicada no portal. Muito menos burocratizado e com uma logistica muito mais enxuta que os outros meios, como rádio, Jornal ou TV, os portais medem seu desempenho em minutos. Estar cinco minutos à frente do concorrente faz uma enorme diferença em tempos onde a instantaneidade é uma característica dos veículos de comunicação. Uma outra grande preocupação levantada pela Lais e endosada pelo Aydano foi a checagem da notícia, que acaba tornando-se um grande “calcanhar de aquiles” nesta velocidade. Por fim Laís citou ainda o exemplo do vídeo produzido por celular que já é utilizado pela BBC, bem como o uso da convergência para o envio de fotos, textos e filmagens pela Internet dando mais velocidade à sua publicação.

Aydano Motta falou de sua experiência com o Ancelmo Gois, no Ancelmo.com e sua experiência como jornalista. Segundo Aydano, apesar do discurso apocaliptico de alguns jornais como o The New York Times, o jornal não vai acabar, continuarão a existir. Por outro lado ele ressaltou que os jornalistas é quem precisam se adaptar ao novo meio.

Aydano também levantou a questão da confiabilidade e velocidade da informação. Segundo Aydano, publicar para a Internet é uma tarefa muito mais rápida e simples, basicamente basta um smartphone ou um notebook para isto. Para Aydano, O “clima” da redação é muito mais quente e em geral pelo menos dois profissionais comentam uma matéria antes dela ir para o Jornal, já na Internet esta tarefa é mais solitária, o reporter tem grande autonomia para publicar, e basicamente não precisa submeter sua matéria à criticas, culpa da instantaneidade.

A Internet Brasileira é essencialmente Paulista, ressaltou, assim como o a mundial é Americana. Curiosamente eu ja havia ouvido esta constatação nos meus tempos de Evangelista da Macromedia.

Um case curioso de tendência participativa foi quando ele citou o Blog Reporter do Crime, onde Jorge Barros mapeou a violência e abriu a participação aos leitores que enviaram milhares de e-mails com relatos de crimes e sua localização. O Trabalho ficou tão bom que foi utilizado pela secretaria de segurança do Rio de Janeiro. É o crowdsourcing em prol da cidadânia (grifo meu). Aproveitando a “deixa” Aydano citou ainda um belo exemplo de Jornalismo colaborativo, o Omninews, que infelizmente não esta tão bem como a promessa inicial, o domínio esta inclusive à venda.

Fiz uma apresentação inicial, falei dos tempos de Macromedia, e tentei resumir em 10 minutos um histórico da Internet no Brasil que gastei uma hora e meia na última vez que falei dele. Fiz um breve histórico evolutivo, falei rapidamente dos primórdios e em seguida do modelo de negócios do Flash Brasil que tornou-se referência da Macromedia, e me levou a dar uma palestra em 2001 em New York para 100 lideres de comunidades virtuais de diversas partes do mundo. Neste mesmo evento assisti à palestras do SteveKrug, outra de Hillman Curtis e diversas outras me levando a constatação de que a Internet deste ponto em diante iria tomar outra dinâmica, afinal estava assistindo ao marco da mudança da Internet “Egocentrada” para o foco no usuário, e que anos depois levou ao que hoje conhecemos por web 2.0, a internet produzida pelo usuário.

Com o tempo ficando curto, passei logo para as novidades, falei um pouco de inteligência coletiva, crowdsourcing,e das comunidades do Orkut com vida inteligente, dentre elas a Cibercultura, Publicidade e Propaganda e Marketing no Brasil. Falei do TechCrunch 40, onde foram apresentados alguns serviços inovadores como o Viewdle que faz reconhecimento facial e esta em testes pela Reuters, do Teach the People que é um site de e-learning colaborativo, do Kaltura que permite a produção crowdsourcing de videos e do Ponoko que permite que os usuários produzam móveis e utensílios e os venda na Internet.

Com o tempo curto, não tive tempo de explicar o que tanta tecnologia tem em relação ao marketing. Agências Digitais devem estar antenadas a todas as tendências tecnológicas e sociais das midias interativas, pois em linhas gerais o marketing digital não segue à regras e metodologia pré-estabelecidas, o sucesso de uma ação digital depende muito do conhecimento e feeling. As oportunidades de ações interessantes e de sucesso dependem de uma equipe antenada, ligada tambem nos últimos hypes, no que já virou meme e enxergar uma forma de disseminar a mensagem sem interferir no equilibrio do ciberespaço e com grande chance de propagar-se.

Após minha apresentação um grupo me interpelou, e uma menina, cujo nome não lembro, me perguntou exatamente porque o boom da internet se deu em 2000/2001 coincidindo com o que falei sobre a acessibilidade e usabilidade como percursor da web 2.0. Na hora respondi basicamente que além da constatação do usuário, a Internet começou a ser anunciada com mais frequencia a TV. Me enganei viu! Na verdade os anuncios de serviços de Internet na TV comecaram em 1999. Em 2000 tivemos a febre do acesso grátis e nos dois anos seguinte a consolidação dos blogs. Em 2004 o início do Orkut. Estes eventos sim, podem ser considerados como responsáveis pelo boom da internet. Esta tudo nos slides que usei na minha palestra” A Dinastia do Flash no Brasil“.

Provérbios populares 2.0

João Carlos Caribé | Tá falado, Universo paralelo, Comportamento | Quinta, 26 de Julho de 2007

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Esta semana eu pensei em escrever outra coisa, mas uma brincadeira com a familia na hora do almoço acabou gerando este post. Eu sou membro da ja não tão reduzida minoria que trabalha em home-office e pode compartilhar do prazer de trabalhar e estar com a familia.

Nossa cultura tem diversos ditados populares, os proverbios que acabam servindo de base filosofica para muita gente, mas veja que nos tempos atuais muitos dos ditados estão completamente obsoletos:

  • Quem espera sempre alcança - Em tempos de um mercado ultra competitivo podemos dizer que na verdade que “Quem espera perde a vez“.
  • Quem ri por ultimo ri melhor - Uma rápida assimilação das mensagens em uma comunicação massificada e em rede como a atual demanda mais velocidade de interpretação. O certo seria - “Quem ri por ultimo ri sozinho”.
  • Em time que esta ganhando não se mexe - Seth Godin deve morrer de rir com este ditado, pois afinal não existe nada mais salutar no contexto corporativo do que a mundança constante. Este ditado poderia ser: “Em time que esta ganhando a mudança é constante”
  • Os últimos serão os primeiros - Não existe ditado mais estupido que este, os ultimos só serão os primeiros no dia em que se contar de trá pra frente. Tudo bem que ele tenha um toque motivacional, mas ele não passa a ideia de que para se tornar o primeiro é necesário atitude. O certo é “Os últimos serão os perdedores”.
  • Em terra de cego quem tem olho é rei - Ditado válido mas de extremo mau gosto em tempos de reconhecimento do valor das minorias. O certo seria: “Em terra de cego, quem tem olho não entende tudo de acessibilidade”
  • A pressa é inimiga da perfeição - Nos tempos da manufatura este provérbio tinha seu valor, afinal tudo tinha de sair perfeito e o tempo era farto. Hoje em dia, a vida conectada, a globalização, a enxurrada de informações, a competitividade acirrada no mercado de trabalho nos remete a uma outra ótica para este ditado: “A pressa tem de ser amiga da perfeição”
  • A união faz a força - Existem muitos ditados perfeitamente válidos, este é um, mas poderiamos aperfeicoa-lo para : “O networking faz a força”.
  • A mentira tem perna curta - De fato a mentira acaba se revelando sozinha, ou acaba se tornando uma reação em cadeia. A mentira tem se tornado parte do nosso dia a dia, cada vez mais vemos a verdadeira mentira top down, a mentira que vem de cima. Que tal se o ditado fosse: “A mentira não tem um dedinho” >;)

Existem infinitos proverbios, pessoas gostam de proferir proverbios pois demontram sabedoria. Proverbios podem até ser um reflexo da sabedoria das multidões, na verdade muitos dos proverbios acabam se tornando uma das grandes falhas da sabedoria das multidões, as falhas por informações em cascata.

A falha por informações em cascata acontece pela subversão da razão, que na sua maioria das vezes é involuntária e instintiva. Provérbios totalmente desalinhados com a realidade continuam sendo proferidos pelas mais diversas bocas, perpetuando-se por aqueles que os repetem como um mantra.

O ser humano tem uma forte tendência em perpetuar o status quo de tudo, muitas vezes toma atitudes desesperadas para mante-lo, na crença de que o fim justica os meios.

Afinal “Monkey see, monkey do”….

Faça sexo com seu chefe

João Carlos Caribé | Tá falado, Marketing Emergente, Comportamento, Resenha, Negócios | Domingo, 15 de Julho de 2007

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Seth Godin é o cara que pensa fora da caixa, pensa sem caixa, joga fora a caixa, pô pra que esta caixa?

Este foi o primeiro livro de Seth Godin[bb] que eu leio, mas já acompanho as ideias do Seth há algum tempo no seu blog. Seth aponta suas palavras com precisão nos alvos exatos. Direta ou indiretamente as suas palavras chegam e crescem, respondendo muitas das perguntas de minha mente orientada para negócios, sociedade e marketing.

Apenas três palavras resumem “Sobreviver não é o bastante“: mDNA, meme e zoom. Simples assim! Ao longo do livro, estas três palavras crescerão e ganharão sentido. Seth[bb] desenrola uma analogia através da teoria da evolução de Darwin[bb] e a evolução das empresas. Nas evolução das empresas o DNA foi substituido pelo mDNA que modifica-se mais facil e rapidamente que o DNA.

Não fique confuso ao ler que a o melhor sexo que você pode fazer é com seu chefe. No livro, sexo ganha o significado da seleção natural, é perfeito. Explicando melhor, na natureza suponha que as girafas comecem a procurar seus parceiros com pescoços mais curtos, depois de algum tempo existirá um tendência de termos girafas de pescoço curto. Na empresa esta seleção se dá por exemplo na contratação e demissão de funcionarios, suponha que determinada empresa que só queira contratar funcionários que pensem como a “estratégia vencedora” da empresa, ele não irá acrescentar nada, a não ser força de trabalho. Um bom sexo corporativo, segundo Seth se da com profissionais que carregam memes diferentes dos existentes na empresa, possibilitando uma rápida evolução.

Finalmente faça zoom, faça o tempo todo, não se preocupe com as mudanças, fazer a mesma coisa o tempo todo é a forma mais eficiente de levar sua empresa a falência. Não acredite em estratégias vencedoras, “sinta” seus consumidores, e deixe sua empresa crescer da periferia para o núcleo, de baixo para cima. Teste diversos memes ao invés de estabelecer uma rigida linha de ação, tenha uma empresa liquida, flexivel.

Vivendo uma velha paixão, reflexões de um quarentão

João Carlos Caribé | Tá falado, Biografando | Segunda, 9 de Julho de 2007

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Confesso que ando sem tempo de escrever por aqui, absorver tudo que acontece por ai para uma mente esponja é o caos. Quando penso em escrever, logo aparece algo mais interessante para falar e assim vai num ciclo alucinante. Já coleciono mais de 20 posts incompletos nos meus rascunhos. Ou eu crio um “digg” ou começo a escrever. Como a minha proposta deste blog foi de ter textos originais, baseados ou não em outros blogs, mas mesmo assim originais então um “digg” esta fora de questão. Logo vou voltar a escrever por aqui, eu gosto muito mesmo. Vamos ver se consigo ao menos um post por semana.

Ando sem tempo, minha vida passa por uma transição, alias, nunca li Ricardo Semler, mas já virei minha própria mesa diversas vezes, sou o tipo do cara que tem prazer em fazer isto, minha vida é uma eterna transição, muito mais que uma evolução.

Aos meus 40 anos me permiti resgatar uma velha paixão, da época do DJ, ou melhor, Discotecário: A comunicação no seu mais amplo significado, como Discotecário aprendi a mexer com a emoção das pessoas, na verdade interagir com a emoção delas, no mais clássico estimulo x resposta. Minha forma de comunicação era a música, minha resposta a dança. Como pude não perceber isto antes? Comunicação sempre foi a minha praia, foi meu primeiro vestibular, e eu passei! Passei para a Gama Filho, mas mudei o curso para Engenharia por pura sedução. Cometemos todos os mesmos erros, esta na cabeça do jovem, o hedonismo não é uma característica atual, é uma característica do jovem. A expectativa de um bom salário em curto prazo me seduziu, seduziria qualquer um na minha idade, é como um relacionamento com uma gostosa burra, no inicio é uma maravilha, mas depois é um saco conviver com uma pessoa que não consegue compartilhar nada alem de fluidos. O mesmo se dá com um trabalho que não te proporciona nada além de dinheiro. Criativo como sempre fui, consegui conviver 14 anos com isto, sempre inventava um jeito de encontrar o lado bom das coisas, acabei me tornando mais otimista do que antes, e desenvolvi um excelente faro por oportunidades que surgem de ameaças. Fiquei destemido.

Há 12 anos, quando meu filho nasceu, dei meu primeiro passo. Joguei tudo para o alto e fui me envolver com a Internet que chegava ao Brasil. Criei o Flash Brasil, voltei a me relacionar com as massas, passei a dar aula, treinei milhares de profissionais de web. Foi bom, mas passou. Neste período, meu relacionamento com a equipe de Marketing da Macromedia, diga-se de passagem, excelente equipe, me resgatou aquela velha emoção, lembranças daquela paixão que deixei no altar do vestibular agora atordoavam minha mente, já pensava em mais uma virada de mesa, alias nem precisava ser tão radical, pois vivenciei plenamente todo o desenrolar o que chamamos de marketing digital, alias vivenciei intensamente toda história da Internet no Brasil, fui parte dela, fiz a diferença.

Aos 40 não me tornei um “tio” rebelde, não comprei uma super moto, não passei a “perturbar” as ninfetas, fiz melhor, voltei para a faculdade!

Decidi deixar de lado o preconceito, voltei para a Faculdade, escolhi um curso de graduação tecnológica (que é rápido) de Publicidade e Marketing, as ninfetas viraram minhas coleguinhas e minha turma tem um monte de tios e tias que nem eu. What a wonderful world! A emoção é tão boa e intensa que me tornei um daqueles alunos obcecados, do tipo mala que não falta nem aula enforcada por feriado. Minhas coleguinhas e meus coleguinhas devem pensar: “Putz! Que coisa de velho, um tremendo feriadão e este mala vêm à aula.” Nada disto, mas também não adiantaria explicar, eles não entenderiam mesmo. Virei um CDF, até meu filho me chama de CDF, mas ai tinha mais um detalhe, o pai tem de dar o exemplo, mas confesso que fiquei obcecado, ou melhor, fascinado. Leio sobre o assunto em todo tipo de fonte, escrevo sobre o tema, discuto sobre o tema. Respiro publicidade e marketing, é uma transformação intensiva, necessária e urgente, resgatar uma velha paixão pode não ter uma nova chance.

Triangulação, ou efeito decoy

João Carlos Caribé | Tá falado, Comportamento | Terça, 10 de Abril de 2007

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Seth Godin publicou recentemente um post sobre triangulação no blog dele, na verdade o post de Seth era para chamar a atenção de uma interessante matéria do Shankar Vedantam no Washington Post que fala do Efeito Decoy e o marketing politico.

O que vem a ser triangulação ? Seth coloca um exemplo muito simples e o chama de triangulação ou Efeito Decoy, onde ele exemplifica:

“Temos duas variedades de vinho para vender no jantar, um de 9 dolares e outro de 16. Qual você compraria?

Agora, imagine que existe um terceito, e o terceiro custa 34 dolares. Você ficou tentado à comprar a garrafa de 16 dolares agora? A maioria ficaria.”

Shankar explica que os psicólogos chamam a triangulação de Efeito Decoy, e cita o exemplo de Joel Huber, professor de Marketing da Duke Universtity: Imagine que tenhamos dois restaurantes, um de 3 estrelas próximo de você e um de 5 estrelas um pouco mais distante, se o 5 estrelas estivesse próximo não haveria dúvidas, mas por outro lado muita gente escolheria um 4 estrelas, mesmo que este ficasse um pouco mais distante que o 5 estrelas. O mesmo efeito teria para o 3 estrelas se na composição inicial tivesse um 2 estrelas mais próximo. Joel explica que a mente humana sempre busca pelas respostas mais simples e usualmente não trabalha com decisões complexas no dia-a-dia.

Mas afinal o que vem a ser um decoy? Não encontrei uma tradução direta para decoy, mas podemos entender que decoy é alguem ou algo que tem por objetivo distrair o interlocutor. Por exemplo em jogos, é aquele NPC (Non playable character) que muitas vezes só serve para distrair o jogador, ou ainda decoy pode ser aquele que atrai para uma armadilha. Em malas diretas, que em geral são processadas por terceiros, o cliente costuma inserir alguns endereços falsos para verificar se o processamento e a entrega das malas diretas foi feito corretamente, ou se a empresa esta usando o seu banco de dados para terceiros, este endereço falso é um decoy.

Seria o decoy uma isca ??

E o papel de cocô vai ajudar a salvar o mundo

João Carlos Caribé | Tá falado, Marketing Ambiental | Domingo, 25 de Março de 2007

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O ser humano é criativo, com certeza vamos achar soluções efetivas para sobreviver ao aquecimento global, ou quem sabe até reverte-lo, são ideias simples como esta que podem revolucionar muita coisa.

Li hoje no Boing Boing um curioso post sobre papel de merda de elefante. Uma empresa de papel de cocô de elefante faz belissimas agendas a partir do cocô desidratado e desodorizado do elefante. O fabricante explica:

“Nos conseguimos fazer aproximadamente 25 folhas grandes de papel à partir de uma única peça de cocô de elefante. Ou seja, em torno de 10 cadernos de notas incluindo as capas e contracapas.”

Caderno de coco de elefante - Caderno de papel de cocô de elefante

O negócio é um tanto bizarro e imaginei que fosse alguma pegadinha elaborada, e pesquisando no “oráculo” encontrei a Tailandesa Elephant Dung Paper, que também é especializada na arte do papel de cocô de elefante. Confesso que além do site muito mais bonito, os seus produtos de cocô de elefante são igualmente mais simpáticos. Elephante Dung Paper tem uma extensa linha de produtos tais como caixas ,lembrancinhas , conjuntos, porta retratos e lindos papeis coloridos, como você pode ver abaixo.

Produtos de coco de elefante - Produtos de cocô de elefante

Quando pensei ter visto tudo sobre esta fantástica forma de salvar o mundo, deparei-me com a arte espetacular dos elefantes, ou seja, quadros pintandos em papel de cocô de elefante pelos elefantes !!

Pintura de elefante - Pintura de elefante em papel de coco de elefante

Neste ponto, como apaixonado pelas causas ambientais com sou, decidi entrar de cabeça no estudo da merda de elefante, e acabei descobrindo que o Mr Wanchai foi o inventor desta tecnologia.

“Mr Wanchai, no caminho que usava para ir ao trabalho observava uma fábrica de papel natural, e ele ficava impressionado com a simplicidade do processo que usava fibras naturais para fabricar papeis de alta qualidade feitos a mão. Ele então decidiu visitar o Centro Tailandes de Conservação dos Elefantes e observou pilhas e pilhas de cocô de elefante. Ele observou bem um cocô de elefante e concluiu que era cheio de fibras. Esta foi a fonte da ideia.”

Existem também fatos curiosos sobre o cocô de elefante:

  1. Um elefante médio consome 250 kg de fibras diariamente e produz um cocô de 50kg;
  2. O cocô de elefante nem fede muito (segundo eles);
  3. Cocô de elefante tem no minimo 50% de fibras;
  4. Elefantes fazem a primeira parte no processo de fabricação de papel, obtem
    as fibras.

Mas não é só o cocô de elefante que é usado para fabricar papel, tem o papel de cocô de carneiro, de alce com calça jeans (site em sueco), e até de urso panda. O pessoal da Tazmania já comercializa papel de cocô de canguru há mais de dois anos, conforme atesta esta nota na rede ABC.

A única coisa que não achei foi a fabricação de papel de cocô de gado, se o papel de cocô virou um presente, um souvenir tão cobiçado, não entendo porque no Brasil ainda não fabricamos papel de cocô de boi, já que por possuir um dos maiores rebanhos do mundo, levamos a fama de atacar a camada de ozônio com pum de vaca.

Update: Bush ganhou papeis timbrados do Primeiro ministro do Sri Lanka em 2002, a coisa é antiga e Bush perdeu a chance de criar a International Shit Paper >:)

Na prática a ideia é muito boa, uma vez que colabora para a preservação dos elefantes, reduz o desmatamento, e de quebra ainda gera midia espontãnea por causa da inusitada matéria prima.

Update 27/03: Excrementos de urso panda serão usados para fazer papel higiênico.

Os dinossauros são miopes !

João Carlos Caribé | Tá falado, Marketing Emergente, Propaganda Emergente | Sexta, 16 de Março de 2007

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Já tem algum tempo que venho ensaiando um post, ou uma série de posts, sobre o que chamo de a nova extinção dos dinossauros. A cada ação desesperada do RIAA, Viacom e outros dinossauros do Copyright, esta motivação volta a tona e se reforça.

Uma noticia no Info Online, sobre uma produtora que processou o YouTube, usando o mesmo advogado do namorado da Cicarelli, teve seu pedido acatado pela 10ª Câmara de Direito Privado do TJSP e condenou o YouTube a pagar uma multa diária enquanto os “pedaços” do video Pelé Eterno não forem retirados do ar.

Quando os dinossauros vão entender que eles serão responsáveis pela sua propria extinção ?

Não adianta lutar contra a corrente, é que nem nadar em mar aberto, se você nadar contra a corrente você morre afogado, se segui-la, com um pouco de esforço se salva. O consumidor e sua relação com o consumo mudaram!

Os dinossauros do Copyright vivem querendo “matar” todos que “ousam” infrigir seus “direitos”. Por conta desta visão miope e imediatista, a produtora Anima Produções deixou de faturar muitos caraminguás por conta da venda e/ou locação do video.

Na minha opinião, estes “pedaços” são a maior propaganda do video, quem gosta de futebol e Pelé vai procurar o video inteiro para comprar e/ou alugar, deixaram de fazer uso de um excelente Buzz marketing que tinham a disposição, tudo por conta de uma visão imediatista e miope do mercado.

So para fechar, a Microsoft é a Microsoft de hoje graças à Pirataria, pois se não fosse a pirataria eles não teriam a imensa base instalada e nem a cultura de seus produtos tão cristalizada.

Acordem dinossauros, voces serão extintos, os sinais estão por todos os lados….

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